Mpox: Infectologista da Santa Casa alerta sobre sintomas, transmissão e cuidados
05/03/2026
A chegada recente de casos de Mpox à nossa região acendeu um alerta para a importância da informação correta. Embora o vírus seja conhecido desde a década de 60, a dinâmica de transmissão mudou e exige atenção redobrada da população. Para esclarecer as principais dúvidas, a Dra. Regina Silvia Chaves de Lima, médica infectologista da Santa Casa de Votuporanga, explica o que é a doença, como identificá-la e o que fazer em caso de suspeita. O que é a Mpox? Diferente do que o nome antigo sugeria, a Mpox é um vírus da família da varíola que, embora tenha origem em primatas, hoje apresenta transmissão direta entre seres humanos. Trata-se de uma doença extremamente contagiosa que requer isolamento rigoroso. Fique atento aos sintomas A Dra. Regina pontua que a doença costuma seguir uma linha de evolução:
- Fase Inicial: Começa com febre, mal-estar geral, náuseas e vômitos.
- Gânglios (Ínguas): É comum o surgimento de ínguas, principalmente na região do pescoço.
- Lesões de Pele: Surgem manchas vermelhas que evoluem para vesículas (bolhas com líquido). Esse líquido torna-se purulento até que a ferida seque e vire uma crosta (casquinha).
- Contato Direto: Tocar nas lesões ou no líquido expelido por elas.
- Via Respiratória: Através de gotículas expelidas por uma pessoa infectada.
- Uso de antitérmicos e analgésicos;
- Cuidados locais com as lesões;
- Isolamento Total: O paciente deve permanecer isolado até que todas as feridas tenham secado e caído as crostas. Enquanto houver líquido, há transmissão.


